sábado, 26 de setembro de 2015

Cada uma dessas palavras alvas que desfilam céleres sobre fundo azul ante meus e seus olhos significa algo de bom e necessário para nós todos. Representam elas, também, muitas das coisas ótimas que tanto eu quanto você desejamos às minhas e às suas verdadeiras, fortes, solidárias, respeitosas e honestas amizades. Por vezes somos mais carentes do conteúdo restrito de umas do que do significado mais extenso de outras dessas palavras. Riqueza, por exemplo, é algo que não adianta ter só por fora sem tê-la também e prodigamente por dentro sob a forma da importante riqueza do saber. Saúde, por sua vez, não resolve em nada tê-la apenas por dentro de nossos corpos sem que venhamos a emitir palavras embebidas em saúde e respeito rumo a todas as criaturas de Deus, mormente as que soem na direção dos mais inocentes e frágeis dentre tais seres. Palavras na verdade representam sempre aquilo que desejamos a nós próprios mesmo e principalmente quando as atiramos com raiva sobre a face de outrem. Ou então elas, as tais palavras, entenda-se por outro lado, significam de verdade tudo o que para nós próprios queremos de mais doce e maravilhoso quando as utilizamos, cara a cara com o próximo, para animar e fortalecer alguém à nossa frente muito sem ânimo e demasiado triste. Mas costumam elas, as digníssimas palavras, soar ainda mais fortes e prazerosas quando simbolizam algo que se deseja que nos provenha de Deus não para que nos destaquemos unilateral e soberanamente entre todas as criaturas e sim para que, juntamente com a coletividade suprema das vidas que d'Ele, Deus, provêm, possamos ser indistinta e prolificamento sábios, úteis e felizes! (Antonio Catelani)

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